Seus vícios controlam você?

“Devemos sacrificar muitas coisas às quais somos viciados, pensando que são bens. A coragem desaparece, pois deve ser continuamente testada. Desaparece a grandeza da alma, que não pode se destacar claramente a menos que tenha aprendido a desprezar como trivial tudo o que a multidão cobiça como supremamente importante;.” 

— Sêneca, Cartas Morais, 74.12b-13

Quando pensamos na palavra "vício", o que nos vem à mente? Lembramos de algum hábito de beber que tenhamos desenvolvido na adolescência? Talvez sejamos levados a considerar algo um pouco mais inofensivo, como o tempo que passamos nas redes sociais. Uma coisa é certa: tudo tem um preço.

O termo " vício " refere-se a um certo nível de dependência em relação a algo. Embora possamos ser viciados em coisas (como o trabalho) que trazem benefícios claros, cabe a nós decidir se nossos hábitos ultrapassam ou não a linha que os torna prejudiciais. Sêneca acreditava que tal dano pode minar a grandeza de nossas almas. Vale a pena colocar algo assim em risco?

As pequenas compulsões e impulsos que temos não apenas corroem nossa liberdade e soberania, como também turvam nossa lucidez.

Epicteto, um ex-escravo, disse certa vez: " Nenhum homem é livre se não for senhor de si mesmo ". Suas palavras são de fato verdadeiras, mas ganham uma nova dimensão ao considerarmos suas circunstâncias pessoais. Após conquistar sua liberdade, ele percebeu que os grilhões assumem muitas formas.

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